
A breve-longa trajetória "Cyberlock Holmes". A gente se conhece no real e se encanta com a virtuoso(a) parceiro(a), vai pro virtual e investiga se o terreno é firme volta pro real. Se a pessoa vislumbra uma possível realização e se depois de algumas trocas de real e virtual, e-mails, meios, seios, veios a pessoa se sente na realeza e casa. Em casa, cada um vai migrando pro seu próprio virtual, depois de um tempo descobre que a virtualidade do real não é mais a mesma e cai na real (real real) outros caem na real e vão pro virtual (virtual virtual), por vezes super alienada (um alien, mais nada), desencanando totalmente da realidade, pois ali ela não tem idade, daí é só sacanagi, que não fazia na sua santidade matrimonial. E na real, vê que a gente mesmo não se conhece e não se mostra como é, e quando acontece dura um tempo, e logo a rede cai, geralmente tudo se apaga de novo, até que se acenda de novo, se religue, ou em latim religare (ligar de novo, palavra que originou a religião) até que se descubra o defeito você conecta, desconecta, instala, reinstala, clica, deleta, transfere, projeta, ri, chora, haja sistema operacional pra agüentar, as vezes até temos que apelar pra placa mãe, e quando nem assim resolve troca a placa mãe também ihhh... demooooora e vai dando um cansaço. E geralmente ocorre quando levamos um grande boot na bunda. Aí a gente acorda, dá um restart no nosso sistema e sai correndo comprar um NoBreak. E quando vc acha que tudo entrou no eixo, a corrente está estável, tudo abrindo, fechando, subindo, baixando (uploading, downloading) PUM! Muda a tecnologia e vc tem que começar tudo de novo.
Ah vou dormir que estou muito virtual.

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