Saturday, May 29, 2010

O IMPACTO DAS NOVAS TECNOLOGIAS NO JORNALISMO

Achei um texto interessante sobre uma palestra que assisti em 2001, época em que trabalhava na Gazeta Esportiva.. Quase 10 anos se passaram e pouca coisa mudou. Vejam:

1. Tendências:
Desafio e Tendências do Jornalismo
Palestrantes: Michell Stephens, Pedro Henrique Armendares e Wagner Barreira

2. Branding:
A Credibilidade da Marca Jornalística
Palestrantes: Jerry Lanson, Matinas Suzuki, Rodrigo Mesquita

3. Investigação:
Jornalismo Investigativo através da Internet
Palestrantes: Pedro Henrique Armendares e José Roberto de Toledo,

4. Interatividade:
Interatividade nos Veículos Jornalísticos
Palestrantes: Michell Stephens, Augusto Nunes, Walter Matos Matos Jr.(furou)


5. Business:
A Nova Estrutura Organizacional Jornalística
Palestrantes: Jarry Lanson, Marcos Sá Corrêa e Fernanfdo Gonzalez

Teoria da Xerox:
A escrita copiou a fala
Platão escrevia diálogos
Carros copiavam carruagens
Computadores copiam máquinas de escrever

Tempo:
A cada minuto surgem novos produtos para tirar o seu tempo. Se não for esperto acaba sendo absorvido por esses produtos que encantam em suas formas e conteúdos.
Cronologia linear se perderá. Tudo ao mesmo tempo agora.
Link

Espaço:
Metáforas são usadas o tempo todo como um lugar na net chamado “sitio” Site/ ou terreno lugar. A cada dia surgem um novo lugar e a necessidade de conquistá-lo. Ter uma casa, ter um terreno no cemitério, ter um sítio, um site e em terreno no céu pra alguns.
Ao vivo. Real. What’s happening in the world, now?
Mais texto. Organização.
Usabilidade e legibilidade são parecidas com o jornalismo impresso, ou Jornal de Papel.
Link.

Branding é marcar. Como se marca um cavalo, com ferro quente.
Descobrir seu nicho e ser o melhor nele. Reforçar a marca na credibilidade ganha no segmento.

Texto/Imagem = Tempo/Espaço
Qual o tempo certo para atualização? Uma semana?Um dia? Um minuto?
A net é uma midia Anglófila. Devemos notar essa anglofilia sendo absorvida pelos nossos costumes. É a globalização de novos hábitos e costumes.
Kant: pensamento = “ desconstruir o mundo para entendê-lo e reconstrui-lo para apresentá-lo de forma mais compacta”

Ninguém suborna um jornalista que trabalha em cinco lugares.


> Para saber mais sobre as novas tendências no jornalismo <

www.ojr.org
www.poynter.org
www.onlinejournalismawards.org
www.no.com.br



Resumo rápido sobre o Seminário

Thomas Edson inventou o cinema particular, cada um pagaria por uma pequena caixa de madeira onde veria o filme. Então, os irmãos Lumière e criaram o cinema de massa, em grandes salas. New York Times e Le Monde são excelentes jornais, e não foram os primeiros. Aperfeiçoaram o que já existia. Ser o primeiro nem sempre é vantagem, temos inúmeros exemplos de idéias melhores que surgiram recentemente que foram baseadas, corrigidas e melhoradas a partir dos que foram primeiros. Outros que se estagnaram na forma antiga e não se atualizaram com medo de abandonar a tradição. É preciso reforçar as metas e não viver calcado na tradição paquidérmica do passado. Como um filho que quer sair de casa mas tem medo do mundo lá fora. Critica os pais conservadores mas não se mostra moderno o bastante para cair na real. Prefere viver na falsa realidade custeada para manter aparências apenas. O meio justificando o fim. Apenas existir por existir. Mas os fins justificam os meios? Qual a razão da existência?

De 94 pra cá, triplicaram as buscas na internet. As pessoas buscam profundidade e interatividade. Há defeitos no excesso de informações: aparecem muitas coisas ou não aparece nada. Temos o antigo hábito de zapear na net, como fazemos com a TV. Temos o leitor-pesquisador. A busca é de TV e o conteúdo é de biblioteca. Imagine-se zapeando numa biblioteca.

Instantaneidade. Devemos ser especializados e diversificados. Tomar decisões de hora em hora, minuto a minuto e não apenas em um só fechamento. Na net não tem fechamento, por isso tem que se trabalhar mais. Ganhar mais? Mas a função do jornalista continua a mesma. O profissional não se torna obsoleto. Um bom profissional da mídia impressa sobreviverá tranqüilamente mundo virtual, sendo que este está se formando ao mesmo tempo que estamos participando desta transformação. O jornalismo não mudou, continua sendo aqueles tambores ou fogueiras fazendo sinais de fumaça. Interatividade. O repórter é o usuário e vice-versa.

Tempo: a cada minuto surgem novos produtos para tirar o seu tempo. Se não for esperto acaba sendo absorvido por esses produtos que encantam em suas formas e conteúdos. A cronologia linear se perderá. Tudo ao mesmo tempo agora. Links.

Espaço virtual. Metáforas são usadas o tempo todo, como um lugar na net chamado "sitio" (site, terreno, lugar). Teoria da Xerox: A escrita copiou a fala; Platão escrevia diálogos; carros copiavam carruagens; computadores copiam máquinas de escrever. O espaço virtual tem a inteligência de copiar nosso dia-a-dia na tela, como por exemplo o desktop (mesa de trabalho), com arquivos, fichas, anotações, papel-de-parede e personalização do ambiente. A cada dia surge um novo lugar e a necessidade de conquistá-lo. Ter uma casa, ter um terreno no cemitério, ter um sítio, um terreno no céu... ter um site, descobrir sites.

Ao vivo. Tempo real. O que acontece no mundo agora? Mais texto, menos texto, ou escrever até satisfazer? A net não limita os espaços. Torna-se altamente necessária a organização do jornalista, mergulhado em milhões e milhões de informações para ler, pesquisar e apurar. Usabilidade e legibilidade são parecidas com o jornalismo impresso, ou, como chamavam no seminário, para a surpresa de todos, de "Jornal de Papel". Relacionar texto e imagem com tempo e espaço. Qual o tempo certo para atualização? Uma semana? Um dia? Um minuto? A net é uma midia anglófila. Devemos notar essa anglofilia sendo absorvida pelos nossos costumes. É a globalização de novos hábitos e costumes.

Branding é marcar. Como se marca um cavalo, com ferro quente. Descobrir seu nicho e ser o melhor nele. Reforçar a marca e ganhar credibilidade são fundamentais para vencer em seu segmento. Pensamento de Kant: "Desconstruir o mundo para entendê-lo e reconstruí-lo para apresentá-lo de forma mais compacta". Questionamos como dar um "furo de reportagem" na rede, sendo que o concorrente apura e se atualiza com tanta rapidez. Não souberam responder se é possível. Isso só reforça a questão da credibilidade e confiabilidade que um site deve ter para seu usuário.

Ainda está indefinido a questão de leis na internet. Tudo é volátil. Onde ficam as provas?

No jornalismo virtual, pode-se errar mais, ao mesmo tempo que se pode corrigir mais, pesquisar mais e atualizar mais.

Ninguém suborna um jornalista que trabalha em cinco lugares.

Matinas Suzuki, por exemplo, não falou nada que preste, ignorou sua presença no evento, e foi breve. Declarou que recebeu R$ 16 milhões pra montar o IG, um site de conteúdo. Outro palestrante questionou: "E o que é um site sem conteúdo?". Como há muito tempo não acontecia, ou nunca aconteceu, a imprensa teve muito dinheiro em mãos para investir no novo mundo da internet, com portais e sites, de todos os tipos e formatos, para serem pensados e construídos da forma que desejamos, com o conteúdo que acreditamos.

Afonso Cunha, do Lance!, comentou sobre a importância do controle e perfil dos usuários de um site. Oferecer conteúdo e mensagens específicas para cada grupo comum, e assim o usuário sente-se assistido, ativo e satisfeito. Com internet podemos fazer, por exemplo, a contagem de visitas e leitura de cada item, cada reportagem, cada colunista. E assim saber qual o valor, investimento e tempo a ser gasto com os determinados itens.

O "Jornal de Papel" vai acabar? Não acaba tão cedo porque a população não tem cultura e tecnologia o suficiente para tanto? Pense que temos mais internautas do que assinantes de jornais e revistas no país, por exemplo. Foi passada a certeza de que sim, em até dez anos acaba a mídia impressa. É até uma questão não só de tempo, mas de custo e investimento. E não é tão assustador, pois o que fazemos em papel faremos na rede virtual, quem sabe até melhor. A realidade atual é que somente sobrevivem os negócios que já possuem sua versão on-line. Os meios convergentes.
con.ver.gên.cia sf (convergente+ ia2)
1 Ato ou efeito de convergir. 2 Estado ou propriedade de convergente. 3 Direção comum para o mesmo ponto. 4 Oftalm. Movimento coordenado dos olhos, que faz com que a imagem de um ponto incida em pontos correspondentes das duas retinas. 5 Tendência para um resultado comum. 6 Meteor Condição que existe quando a distribuição dos ventos em determinada área é feita de tal maneira que forma um fluxo aéreo puramente horizontal dentro da área. 7 Sociol Desenvolvimento independente de elementos culturais semelhantes em culturas diversas, oriundas de princípios, necessidades ou invenções diferentes (exemplo claro de convergência, nesta acepção sociológica, são as pirâmides do Egito e do México). 8 Inform Medida da precisão de alinhamento e varredura dos três feixes de cores (vermelho, verde e azul) num monitor colorido, quando se desenha uma imagem na tela.

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