Friday, November 27, 2009

O milagre da criação e da multiplicação nas redes

Sim redes sociais virtuais (não as redes de pesca)

O GLOBO
Qualidade de conteúdo é desafio na convergência

Painel de Tendências: dois terços dos consumidores absorvem todo o conteúdo que acessam



RIO - A maioria das pessoas se sente pressionada pela quantidade de informações disponíveis hoje. Porém, dois terços afirmam que absorvem todo o conteúdo disponível nas diferentes mídias que acessam - especiamente os jovens de até 24 anos. Com isso, transformar quantidade em qualidade se tornou um dos grandes desafios da era do conhecimento. Essas foram algumas das conclusões da pesquisa "ConectMídia: Hábitos de consumo de mídia na era da convergência", feita pelo Ibope Mídia e apresentada nesta quinta-feira no 3º Painel de Tendências, do GLOBO.
A apresentação do estudo foi feita por Juliana Sawaia, gerente de Marketing do Ibope Mídia. Após a palestra, foram convidados para discutir os resultados da pesquisa e responder a perguntas da plateia Flávia da Justa, diretora de Comunicação da Oi; Fernand Alphen, diretor de Planejamento da F/Nazca; e Sérgio Bairon, livre-docente em Ciências da Comunicação da USP, autor do livro "Antropologia Visual e Hipermedia" e consultor de novas tecnologias. O evento foi mediado pela colunista do GLOBO Flávia Oliveira.

Muitas vezes, a necessidade de obter informações faz com que o consumidor use simultaneamente mais de uma mídia. Segundo o estudo, 26% dos consumidores assistem à televisão e leem jornal. Praticamente metade dos jovens acessa a internet enquanto vê televisão ou ouve rádio. O que também é um reflexo da falta de tempo: praticamente metade dos entrevistados acredita que ele estará escasso em 2020.

- A necessidade de comunicação é inerente ao ser humano. Ela consolida o processo de integração da sociedade, por meio da linguagem, seja ela qual for. E o conteúdo se tornou o protagonista dessa nova era, independentemente da plataforma - disse Juliana, durante a apresentação da pesquisa, acrescentando que 81% dos consumidores se importam mais com a qualidade da informação do que com o local onde a encontram.

De acordo com a pesquisa, os relacionamentos pessoais são cada vez mais importantes na era da convergência. Tanto que 45% das pessoas acreditam que as redes sociais já fazem parte da rotina. O número sobe para 72% entre os jovens de 18 a 24 anos.

Hoje, mais de 20 milhões de pessoas usam algum tipo de rede social por mês. Um dos fatores que explicam o sucesso da rede é a "curiosidade" do usuário. O Twitter, por exemplo, registrou crescimento superior a 280% entre internautas residenciais. O Brasil ocupa o topo do ranking de penetração do serviço, à frente de países como Estados Unidos e Reino Unido. Além disso, os brasileiros também são os internautas que mais tempo passam no site de microblogs: cada usuário navega, em média, 36 minutos pelas páginas do Twitter.

- As redes sociais já fazem parte da rotina do internauta. E esses números tendem a crescer ainda mais devido a fatores como o processo de inclusão digital do país - disse Juliana, acrescentando que, para os jovens, internet já é considerada uma plataforma tradicional, e não a televisão.

As redes sociais ganham ainda mais força quando se observa que, segundo o estudo, 16% das pessoas preferem falar com amigos, família e colegas de trabalho via computador. Um percentual que é maior entre os jovens de 10 a 17 anos: 29%. Quanto mais jovem, maior a preferência pelos relacionamentos virtuais em detrimento ao interpessoal. Dois terços deles usam regularmente as mensagens instantâneas.

- É a liquidez das relações sociais - comentou Juliana.

A executiva do Ibope Mídia acrescentou ainda que o consumidor passou a ser um colaborador dos canais de comunicação. Com isso, as pessoas geram e disseminam conteúdos e trocam informações:

- As pessoas querem ser protagonistas dessa nova realidade. Querem participar da criação de conteúdos.

Para Bairon, a tendência é de se "redessocializar" toda e qualquer relação. As redes sociais podem se tornar "a casa" e ao mesmo tempo um "lugar sociável":

- É para ficar de olho nessa comunicação.

Segundo Flávia da Justa, da Oi, é preciso hoje permitir a participação do usuário na criação do conteúdo.

- Nada mais pode ser impositivo, especialmente quando se trata dos jovens. É preciso ainda buscar conteúdo para aquele consumidor, sem esquecer o lado humanista.

Para Alphen, da F/Nazca, os novos conteúdos trazem um conceito do que seja a verdade. Isso porque, para ele, a verdade passa a ser uma construção coletiva, que só não é verdade quando tem um desmentido.

- Então, um texto que nao é do (Luis Fernando) Verissimo só não será realmente de sua autoria, quando houver um desmentido. Para se ter idéia, numa pesquisa, 70% dos internautas costumam "espalhafatar" conteúdo na internet. É a única plataforma que permite isso. O papel do criador do conteúdo é ser rápido - disse Alphen, frisando que um dos desafios ainda está em saber como rentabilizar o conteúdo. - A grande questão é como cobrar por uma coisa que as pessoas estão valorizando.

Para Flávia da Justa, é a vez dos micropagamentos. Valores baixos, mas volume altos:

- Talvez a equação não feche. Não se tem um modelo no mundo de rentabilidade, a não ser o Google. As pessoas ainda não aceitam que o conteúdo na internet seja pago.

O estudo mostrou também que as famílias apresentam hoje novos padrões de consumo. Nesse novo universo, o celular exerce papel fundamental. Prova disso é que figuram entre os itens mais importantes do dia a dia: televisão (77%), celular (70%), computador com internet (58%) e rádio (46%).

- O celular traz o mundo de identidade da pessoa. E isso já chegou rapidamente à classe C - concluiu Bairon.

Thursday, November 19, 2009

ENCONTRO INTERNACIONAL DE TECNOLOGIA E INOVAÇÃO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA


ENCONTRO INTERNACIONAL DE TECNOLOGIA E INOVAÇÃO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência organiza, entre 08 e 10 de dezembro, no WTC Sheraton, na capital paulista, o primeiro Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiência.

O objetivo do evento é promover uma grande discussão sobre a importância das tecnologias assistivas e ajudas técnicas no processo de reabilitação e no dia-a-dia das pessoas com deficiência, com mobilidade reduzida, permanente ou temporária, idosos e seus familiares, cuidadores, profissionais da saúde, educadores e, em grande medida, de toda a sociedade, cada vez mais diversa e inclusiva.

Paralelamente, esta iniciativa visa fomentar a fabricação e a oferta desses produtos no mercado nacional, estimulando a inovação, a produção em larga escala e o seu barateamento para o público consumidor, garantindo, assim, uma melhor qualidade de vida para as pessoas que deles necessitem.

A programação do Encontro contempla:

Seminários sobre os principais temas relacionados a esse universo, com a participação de especialistas, nacionais e estrangeiros.

Exposição de produtos e serviços, com mais de 50 empresas e instituições de vários países, tendo como foco a inovação tecnológica, bem como as novidades introduzidas pela Secretaria de Direitos da Pessoa com Deficiência, do IMREA – Instituto de Medicina Física e de Reabilitação (HC FMUSP) e do Instituto de Reabilitação Rede Lucy Montoro.

Rodada de Negócios tendo como convidados, de um lado, os expositores e, do outro, investidores, empreendedores, instituições da área da saúde e grandes varejistas.

O Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiência insere-se em um momento oportuno, tendo em vista o aumento da conscientização sobre estas questões, inclusive em função das transformações sociais e infraestruturais que a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 exigirão.

Com este evento, e também pelas demais ações desenvolvidas ao longo do ano, a Secretaria de Direitos da Pessoa com Deficiência está segura de sua contribuição para garantir o acesso das pessoas com deficiência a todos os bens, produtos e serviços existentes, no sentido de construir uma sociedade melhor para todos.

Local
WTC – Convention Center – Piso C – Av. Nações Unidas, 12559 – São Paulo - SP

Exposição
8, 9 e 10 de dezembro de 2009

Horário
Aberta ao público, das 10h00 às 20h00

A COISA ESTÁ FICANDO PRETA - PATRULHAMENTO GERAL

Recebi e estou repassando
O primeiro jornalista a sofrer cerceamento do direito de bem informar, em consequência dos seus verdadeiros, contundentes e procedentes comentários contra os desmandos do atual governo, foi o Boris Casoy. De acordo com o noticiário da época, ele foi demitido a pedido do próprio Lulla.
Entretanto aos olhos dos menos atentos, a coisa vem se agravando de maneira avassaladora e perigosa, senão vejamos:
O Programa do Jô, tirou do ar (sem dar qualquer satisfação ao público) o quadro "As Meninas do Jô" que era apresentado às quartas feiras onde as jornalistas Lilian Wittifib, Ana Maria Tahan, Cristiana Lobo, Lúcia Hippólito e por vezes outras mais, traziam à público e debatiam todas as falcatruas perpetradas por essa corja de corruptos que se apossou do país. As entrevistas sobre temas políticos não têm sido mais levadas a efeito atualmente. Virou um programa de amenidades e sem qualquer brilhantismo.
O jornalista Arnaldo Jabor, considerado desafeto pelo governo atual, vem sofrendo, de forma velada e sistemática, todo tipo retaliação. Já foi processado, condenado, amordaçado e por aí vai. Sua participação diária, às 07:10 na Rádio CBN tem se limitado a assuntos sem a relevância que tinha, haja vista que está impedido de falar sobre assuntos que envolvam a política nacional e o atual governo.
A jornalista Lúcia Hippólito, que tinha uma participação diária, às 07:55 hs na Rádio CBN, não está mais ocupando o microfone da emissora como fazia e nenhum comunicado foi feito pelo âncora do horário, o jornalista Heródoto Barbeiro.
Sorrateiramente, colocaram-na como âncora em outro horário, onde enfoca matérias mais amenas e sem a habitual, verdadeira e procedente contundência.
Diogo Mainard, da Revista Veja, além de processado, vem sofrendo várias ameaças de morte por parte do jornal do MR-8 (que faz parte da base aliada ao Lulla) e de integrantes dos chamados "Movimentos Sociais".
O jornal "Estadão" de São Paulo está sob forte censura governamental há pelo menos 60 dias.
Pelo que se vê, Fidel Castro está fazendo escola na América do Sul. O primeiro a colocar em prática estes ensinamentos, aniquilando o direito de imprensa foi Hugo Chaves, e pelo andar da carruagem o nosso PresiMENTE está trilhando pelo mesmo caminho.
Constitucionalmente: Onde está o ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO.
Onde está o LIVRE DIREITO DE MANIFESTAÇÃO.
Onde está a LIBERDADE DE EXPRESSÃO
Onde está a LIBERDADE DE UMA NAÇÃO.
Leiam a íntegra do comentário feito pela jornalista Dora Kraemer, no Estadão de Domingo.
Destaca-se o seguinte trecho que transcrevo: " Jabor faz parte de uma lista de profissionais tidos pelo Presidente Lula como desafetos e, por isso, passíveis de retaliação à medida que se apresentem as oportunidades.
ESSE TEXTO DEVE-SE TRANSFORMAR NA MAIOR CORRENTE QUE A INTERNET JÁ VIU!!!
ACORDA BRASIL, ENQUANTO É TEMPO, E REAJA.



NÃO REELEJA NINGUÉM
O ÚNICO JEITO DEMOCRÁTICO DE MORALIZAR E DAR DIGNIDADE AO CONGRESSO BRASILEIRO

Saturday, November 07, 2009

O Lobo e o Rosa


Vinha Geisa "Geni" ouvindo You Sexy Thing, de Berry White pelo campus, quando um bando unido, ou unibando se aglutinou na sua rabeta rosácea tentando mascar o par de "bubbaloo" que se alternavam num sobe e desce natural de sua condição motora. Mal podiam prever que que seriam alvo fácil para tais " Lupo-Lúpulos" ou lobos embriagados na sua belicosa beligerante. Um dos lobos gritou para aquele par de bexigas rosas: PUTA! e a turma ou seria turba, em uníssono desencadeou os silvos: PUUUUUUUUUUUUUUUUUTa!! Como sabemos estavam numa fome de dá dó e, ao ver aquele docinho de marzipan, seus instintos saltaram dos intestinos e testículos pulmão a fora! Geni não recebeu pedras, mas sua alma foi bolinada pelas pequenas lentes de pequena resolução, que resolveram comê-la. Até hoje não se sabe se ela foi vítima inocente de lobos ferozes ou quis testar sua força se trajando de carne fresca perambulando pela floresta selvagem. Vovozinha nem chegou a ver as maçãs, mas viu tudo no youtube. Na mesma hora enviou um msn pro blackberry de sua netinha que dizia; Da próxima vez que vir a floresta, venha camuflada. Lei da selva, natureza predatória. Sabedoria da mãe natureza, se não tem veneno pra se defender, camufle-se ou serás comida.

Como surgiu o melodrama


Antigamente o teatro das elites era muito longo, chato e com monólogos intermináveis, diferente do teatro popular que era mais deboche e improviso. Nas épocas de extremo frio e neve, quase ninguém ia aos teatros, muito menos teatro de rua, daí alguns grupos propuseram ao ministro para se apresentarem dentro dos teatros nessas épocas de baixa temporada (frio)...
Mas como não tinham texto, era tudo improvisado, não se podia controlar o que ia ser dito, com medo de algo errado ser proferido e não censurado, o ministro decidiu que para eles para se apresentarem nos teatros, só podiam cantar e dançar, daí surgiu a ópera (melodrama) (representação + drama).

PICADOR


O circo surge com o fim das querras napoleônicas. O soldado que domava animais chamava-se picador, ao ficar desempregado vai trabalhar com teatro no circo fazendo o que sabia fazer. Por isso o local onde ele faz o seu trabalho/show se chama picadeiro.Também justifica-se o uso de fardinhas, pois era sua indumentária típica, a farda militar. Alí se une o teatro de rua, o palhaço(contador de anedotas) tudo o que existia na cultura popular, que surgiu das periferias vai encontrar no circo uma profissão.

origem das Turbas


O termo massa tem todo o preconceito da elite para com as classes polulares, que a enxergam como tudo igual, sinônimo de turba, (grupos selvagens do deserto), chamavam turbas porque usavam turbantes na cabeça que identificava o grupo, para saber de que turba tal pessoa pertencia e para proteção no deserto, como usa o tuareg na foto. Talvez daí tenha surgido a palavra "turma". E a maior característica dessa manifestação artística urbano-massiva é o circo.

Massa


O que é MASSA? A massa é um termo que surge no séc XVII, para o séc XIX, quando a periferia começa a fazer manifestações artisticas, como o teatro de rua, desafios, as mascaradas, anedotas, a mímica, as danças de roda, as adivinhações, etc.

Wednesday, October 28, 2009

Vinheta band - teste

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Friday, August 14, 2009

Foto-Radioativa

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Saturday, August 01, 2009

12 passos para existir na mídia


1- Assimilar eventos ao seu. Pegar carona nos assuntos vigentes (parada gay + Cadeirantes)
2- Caminhar em direção a mídia, mover fatos em direção a mídia. Desde publicações científicas, como American Scientific, National Geographic, Super-interessante, indo para jornais, telejornais até fazer parte da grande mídia.
Obs, Um meio de comunicação ajuda o outro.
3- Associar-se a alguém da mídia
4- Pesquisa
5-Clipping – Sobre seu evento. Analisar sua ressonância
6- Eleger um porta-voz p/ falar sobre a instituição
7- Mapeamento (satisfação da opinião pública)
8- Assessoria de comunicação ou de imprensa.
9- Bons contatos na mídia (network)
10- Pontos de qualidade
11- Articular (dialogar) ao invés de comunicar
12- Energinar (criar factóides)

Comunicação e o Mundo do Trabalho


Resumo
Neste ensaio relacionarei textos de Raymond Willians, Yves Schwartz, que fala de Trabalho e Ergologia, Maria Loudes Motter, que aborda o campo da comunicação e Linguagem, Maria A. Baccega e a gestão de processos comunicacionais, Otavio Ianni e outros autores. Procurarei fazer uma ponte entre o que pensam sobre o trabalho e o mercado de trabalho no universo dos deficientes físicos. Estatísticas mostram que o maior problema é sua falta de capacitação, óbvia até para um cego, posto que tornar um deficiente capacitado é um desafio duplo, onde a pessoa tem que superar suas próprias dificuldades além de ser melhor que aquela que aparentemente não tem dificuldades. Assim com o auxílio de cotas, auxílio este questionável, se coloca em igualdade para pleitear o cargo almejado.
Abordarei a teoria, conceitos de trabalho e de comunicação, políticas de comunicação na era global, corporações de mídia na arena global, as mudanças no mundo do trabalho, como flexibilização, polivalência, o controle e a persuasão das Empresas-Nação, ou seja, empresas que ocupam tarefas do governo e em um outro plano o lugar da família. Falarei sobre a lógica do supermercado, onde somos clientes e produtores, consumimos e produzimos, e temos visões diferentes quando o fazemos, dependendo do lado que estamos pensamos e agimos de forma por vezes oposta. A comunicação e cultura no mundo do trabalho, sua atividade e políticas de democratização. E por fim, definir o deficiente no mundo do trabalho. Desde 1999 empresas que empregam mais de cem pessoas têm que obedecer uma lei federal que determina a contratação de deficientes. Comentarei um pouco de seu universo e suas limitações sendo questionadas nestes últimos 10 anos. Seria um novo operário, surgindo? O deficiente com novas leis e tecnologias assistivas deixará de ser visto como um improdutivo e inapto para o trabalho? Cada vez mais esta pessoa se coloca produtiva, igual, possível, semelhante, apesar das diferenças, igual como parte do todo e contribuinte de uma sociedade nova que surge, mais tolerante porém não menos produtiva.

Capítulo 1- Teoria - Conceitos de Trabalho e de Comunicação

Cultura é aquilo que se produz em conjunto, se estabelece uma ponte entre dois seres para inventar, intervir. Não apenas se deve enxergar a Cultura apenas como rede de sentidos, mas como algo vivo. Como no livro de Levi Strauss, Cru e Cozido, que ele associa que nessa passagem do cru para o cozido, se dá o produto cultural. O modo de se fazer o cozido, ou que se aprendeu de um modo geral na ontogênese e pela filogênese, ficou registrado como cultura, aquilo que se passa de geração em geração, tradicionalmente, se moldando aos tempos que sucedem. “A cultura nacional é um discurso, e construído” Stuart Hall.
“Processo pelo qual o homem acumula experiência que vai sendo capaz de realizar, discerne entre elas fixa as de efeito favorável e, como resultado da ação exercida, converte em idéias as imagens e lembranças, a princípio coladas às realidades sensíveis e depois generalizadas, desse contato inventivo com o mundo natural” Álvaro Vieira Pinto.
Na Teoria da Cultura no mundo do trabalho, Peter Burk define como: “Um sistema de significados, atitudes e valores partilhados e as formas simbólicas em que são expressos ou encarnados a cultura (...) faz parte de toda o modo de vida, mas não é idêntica a ele.” A Cultura popular na Idade Moderna trás a idéia de ação humana, coletiva e transformadora, uma experiência coletiva de formas e de modos.
Na Teoria da Comunicação vemos uma linearidade da racionalização e dos sistemas que é muito similar à “organização científica do trabalho” - *Taylorismo. somada a necessidade de atender a globalização usa-se também do fordismo. Cuja lógica é juntar a otimização do tempo pela fragmentação das ações para melhor desempenho (taylorismo) a linha de produção em escala quantitativa. Existem empresas que se especializaram em controlar essa otimização tempo x produção, uma delas é o IDORT (Instituto de racionalização do trabalho), foi criado pela burguesia paulista e hoje seus serviços estão em quase todos os lugares.

*Taylorismo: Nova itália – Controle dos resultados, transfere para quem trabalha o controle do tempo e do corpo. (Polivalência, Flexibilidade, método de persuasão. Ex. Telemarketing, metas, just in time, Kanbam, kaiser).
O Conceito de Trabalho, tem um pensamento hegemônico de maneira pejorativa, origem de desvalorização e de estigma de lugar social, atividade cuja meta é a produção de valores de uso e é condição e necessidade física da vida humana, o fazer une homem e natureza, transcende a definição relação troca remunerada numa sociedade de mercado.
No Conceito de Comunicação a estrutura linear (decodificação), a comunicação existe apenas como sinônimos de troca de informação, sejam elas de qualquer tipo: energia, bits, luz, líquidos, alimentação, sinais, concepção de engenharia da biologia. Produção simbólica fruto da atividade humana, formadora de psiquismo específico, do ser humano. Ambos, trabalho e comunicação, sofreram influências da industrialização. Antes tínhamos um ofício, herdado de famílias ou gerado com o próprio esforço, hoje somos operadores repetitivos. Quem trabalha sempre foi desvalorizado, pois o trabalho sempre produz riquezas, que são apropriadas por alguns gerando um poder de quem o detém. A atividade humana é particular e intransferível atendendo a interesses individuais e coletivos.
Segundo Schartz a ergológico do Trabalho se dá no modo como é gerido um conjunto de fatores presentes em determinado momento e espaço, em benefício de um objetivo a construir. O uso que o sujeito faz de si no trabalho é singular (modo como eu faço, meu diferencial) mesmo que vários façam a mesmo coisa, ela pode ser feita de maneiras diferenciadas. O trabalho nunca é feito sozinho, seu aprendizado foi adquirido por meio de outra pessoa. Outro elemento é a construção cultural social que vai p/ o indivíduo (Ex. cheiro do batom, cor dos carros, modelos de terno, saltos altos ou baixos, a moda em geral). Essa construção cultural é assimilada pelas pessoas como uma escolha feita por elas , mas cada vez mais a escolha é pensada por quem produz esses produtos. A consultora de marketing Melinda Davis, fundadora e presidente da empresa de consultoria The Next Group fala de um novo tipo de desejo humano. O desejo que antes era essencialmente sobre "produtos", mas hoje não é mais, mas sim sobre o estado de espírito das pessoas. Coisas que antes nos motivavam não causam mais o mesmo efeito. Hoje as pessoas precisam de controle, proteção e estado de espírito. Nos preocupamos menos com as coisas e mais como nos sentimos. Uma construção cultural de desejo.
Todos conhecemos a máxima de que o Trabalho enobrece o homem, expressão que deriva do fato de fazer crer que quem trabalha (dever dos escravos) ao fazê-lo, este labor o levará a nobreza, o tornará nobre, posto que o trabalho gera riquezas. O trabalho também é pejorativo, com a intenção de subjugar o poder de riqueza do indivíduo, para que ele não tenha noção de quanto ele realmente vale, gerando uma mais valia na contratação de seus serviços. O trabalho pode ser coletivo, solidário, são muitas formas de vínculos. Hoje estes valores contrapõem-se, onde numa só empresa pode existir um que é colaborador, outro que é PJ (pessoa jurídica), parceria, CLT, Freela, Freela fixo, voluntário, colaborador externo, home office, consultor, etc.
A contradição inerente a toda a atividade de trabalho é própria da vida e é potencializada pelo conflito entre as diferenças socio-econômicas pela apropriação mercantil do trabalho, pela exploração e pela desvalorização do trabalho. Aqui caracterizo a dialética ente os valores da empresa e os valores do trabalhador. A contradição e o conflito são geridos e negociados a todo o momento isso é a atividade humana, é o corpo se expressando na dimensão dialética do micro/macro social. É a negociação das mediações para se atingir uma hegemonia(Gransci) ou mesmo o que Michael Faucoult vai chamar de relação microfísica de poder.

Charge de Maxx Figueiredo
publicada no jornal Sampa
www.jornalsampa.com


Capítulo 2 - Comunicação e políticas de comunicação na era global

No texto de Maria Aparecida Baccega, O príncipe eletrônico – papel de construir hegemonia para a sabedoria, o Instrumento de gerenciamento de luta/disputa entre grupos e classes sociais, transforma cidadão em consumidor, povo em público, atua no sentido da virtualização do real, na separação entre experiência e consciência. Os meios de Comunicação vão suprir o papel dos partidos, a campanha se dá nas TV’s, internet. Os sindicatos ou clubes perdem sua força mediante a ordem da hegemonia dos meios de comunicação. Coloca-se em questão o lugar, cenário da luta política (sai da praça). Na resistência desse hegemônico controle, nasce a contra-hegemonia, que é a busca de uma outra verdade predominante, idéias que tenham mais força e que pertencem a um consenso. O próprio meio de comunicação deve-se manter hegemônico e tentar se manter na liderança no trabalho de gerir “apocalípticos e integrados” (Humberto Eco).

As Corporações de mídia na arena global

As corporações de mídia como agentes operacionais do discurso neoliberal procuram esvaziar sentidos. Ex.: Movimento Hippie foi reduzido à frase “ser livre é usar calça jeans”. Assim como “o sapato de categoria” de Paulo Maluf, visava atingir as classes mobilizadoras sindicais que se denominavam “categorias”. O movimento punk anti-capitalista esvaziado pelo próprio consumo de roupas, pulseiras, laquês... “produtos punk”. É o consumo como valor universal. Onde se muda a estrutura do discurso e estruturam o discurso do capitalismo sem fronteiras. Absorvem e se significam qualquer discurso de contraposição. Atuam em sinergia, que alimenta a acumulação o capital financeiro. Nada as difere de empresas de outros ramos. Oferecem informação do mesmo modo que qualquer empresa. A maior característica da mídia é fazer parecer que o produto é personalizado. Com a cara do público, mesmo não sendo. Apenas como exemplo, o programa Mais Você da TV Globo está longe de ser a cara de quem o assiste, mas existe um simulacro de desejo criado que faz o telespectador
mesmo sabendo que tais realidades são díspares, segue acreditando que o programa é “mais ela”. Assim como o absorvente que te deixa sempre livre, um político que promete acabar com a fome, ou qualquer outro produto que convença ser ou fazer o que você gostaria, pois se vende como preocupado, envolvido, parte do consumidor, fazendo acreditar que o consumidor é o que consome. Claro que existem pessoas que preferem assistir o improvável programa “ Sou mais EU”.
Existe uma mudança de paradigma comunicacional agora orientado para infotelecomunicações que controlam todos os tipos de mídia. O domínio da cultura dá-se a integração de variantes culturais. Ex. Grandes conglomerados. Aol-Time Warnes, Vivendi, Universal, Disney Bartelsmann, Viacom. Marcos regulatórios sem poder políticos, fornecem monopolização com implicações culturais e econômicas com um modelo de gestão: centralizado no holding: Pensar e formular diretrizes e parâmetros para direcionar às localidades. Uma rede cujo nó é o centro único. Ilusões em uma democracia direta eletrônica com produção de conteúdo para orientação econômica de outras grandes empresas. Internet sob controle da mercantilização.

No Brasil descrevemos quarto tipos de concentração da comunicação. Sendo horizontal, vertical, cruzada em monopólio em cruz.
Concentração horizontal: Aquela que se dá na mesma área ou setor. Ex. Tv paga (a cabo, MMDS, via satélite,) Abril, Globo dona do sistema NET com parceiros como RBS e multicanal.
Concentração vertical: Controle e integração das diferentes etapas de produção, comercialização e distribuição de programação. Ex.: Telenovela
Concentração Cruzada: propriedade pelo mesmo grupo de diferentes mídias. Existem grandes grupos Folha, Grupo OESP, Rede Brasil Sul (RBS), Grupo Abril. (repetidores de Grandes Grupo)
Monopólio em Cruz: Trata-se da reprodução dos oligopólios cruzados em nível nacional. 19 estados da federação brasileiros tinha um canal de TV integrante da rede Globo que é ligado a um jornal diário de maior penetração, que também é ligado a uma rede de emissoras de rádio AM e FM. Grupo de estudos que produz banco de dados sobre a concentração da mídia no Brasil. A distribuição de TV e rádios a políticos podem ser vistas no site www.donosdamidia.com.br que mostra em quais mãos está a midia. Essa distribuição muitas vezes injusta é questionada pelo grupo Intervozes que faz um trabalho de denúncia no site: www.intervozes.org.br.
Questiona-se o papel de quem detém o poder, já que o lugar de poder sempre haverá, pensemos a postura do profissional vs. consumidor, posto que quando produzimos temos um visão diferenciada de quando consumimos.

Capítulo 3 - As mudanças no mundo do trabalho: flexibilização, polivalência.

No texto, Adeus ao Trabalho de Ricardo Antunes fala do paradigma (toyotismo/fordismo) em que se mantém o capitalismo. Essa nova ordem do mundo do trabalho se coloca dentro do mesmo sistema em que a manipulação pode se dar mais expressivamente. A tecnologia absorveu uma função que antes era inerente ao homem. O saber é absorvido pelo software. Programas são criados otimizando e padronizando conhecimentos adquiridos. Antigamente, em 1950, tinhamos a profissão de telefonista, cuja função era que mais tinha envolvimento com a tecnologia. hoje há todo um universo de profissionais, onde não há hierarquia de importância, e sim especialidades que se atualizam e desatualizam cada vez mais em menor tempo. Essa tecnologia está cada vez mais industria que artesanal, não a ponto de anular o artesanal, que tem seu valor por não atender uma grande demanda. Sendo públicos diferentes, os que consomem o artesanal e os que preferem o pré-fabricado. Ambos buscam satisfazer o desejo dos consumidores, seja pelo produto final (industrial), seja pelo processo de fabricação (artesanal).
A industrialização, automação total, trocar todos os funcionários por máquinas, não é viável, pois não haveria ninguém para consumir, pois sem emprego, não há salário, e não há dinheiro para comprar os produtos feitos pelas máquinas. No fundo, produzimos o que consumimos e consumimos o que produzimos. Como a cobra comendo o rabo.
Na nova Itália dos anos 60/70, empresas estiveram pulverizando tarefas em outras pequenas e médias empresas. Surgem as mudanças no mercado do trabalho. A polivalência e a flexibilidade se opõem ao sistema de especialização, micro, o “apertar o parafuso”, gerando também precarização e desemprego. Sempre é preciso formar o sintetizador (Citelli) nas escolas para atender a demanda.
Racionalização do processo de produção.
Fordismo – controle do processo de produção controle do corpo e tempo
(homem boi. Ex. Tempos modernos, Chaplim)
*Taylorismo: Nova itália – Controle dos resultados, transfere para quem trabalha o controle do tempo e do corpo. (Polivalência, Flexibilidade, método de persuasão. Ex. Telemarketing, metas, just in time, Kanbam, kaiser). Para se atingir as metas é capaz de abrir mão de qualidade. Ignora-se a satisfação do cliente, é a lei do pacote de biscoito, se quebra um tem outro. Para um cliente que desiste existem muitos outros sendo cativados. Hoje trabalhamos por metas (braçal e intelectual estão cada vez mais próximos. O operacional tem que se atualizar (programas) A mulher no trabalho. Essa classe operária não é mais a mesma dos metalúrgicos. Todos vivemos do trabalho. Aborda aqueles que vivem de salário. Diverso, heterogêneo e diversificado. O machismo continua, mesmo a mulher tendo mais estudos e qualificações têm salários baixos. Crise do capital quanto a sua relação social. Comunicação: Termo chave na conteporaneidade. Apologia da sociedade do conhecimento versus sociedade do trabalho. trabalho. Na realidade, a comunidade foi incorporada ao mundo do trabalho como parte das forças produtivas. A comunicação foi crucial para a construção desse controle dos processos de organização. Cursos de atualização de conhecimento em prol da sua adesão. O KANBAM, sinalização do andamento dos processos de maneira sistematizada e o JUST IN TIME são muito usados na distribuição os processos terceirizados e estão integrados de maneira harmônica, sincrónica. Uma das ferramentas que contribui para um melhor funcionamento do sistema Just in Time é o Kanban. A Comunicação dos processos de trabalho e o aumento da lucratividade se dá através das tecnologias de formação transmissão de dados, informatização das plantas das empresas: (revolução microeletrônica). Através dos métodos de organização e controle de trabalho (precarização). Ex.:Flexibilidade, terceirização, da mão-de-obra (kaiser, kanbam, Just in Time) surgem formas de trabalho como PJ, (pessoa jurídica, free lancer, freela-fixo, projetos).

Controle e Persuasão

O terceiro setor tem mão de obra sem custo (imposto) por meio do voluntariado. Ajudar os necessitados é uma meta? Ou melhorar a imagem do seu investidor? Seriam duas metas a de prestadora de serviços filantrópicos para a empresa e do outro lado as metas pessoais da ONG? A concepção está dentro de uma lógica trabalhista. Do ponto de vista sociológico a roda não muda. A meta deveria ser apenas a transformação social, o fim da injustiça e por conseguinte o fim da ONG, hoje se vê uma mercantilização. Cabe ao gestor ver a comunicação como mediador e não como ferramenta. A fundação Ronald McDonald ao ajudar as crianças com câncer, não deixa de seduzi-las com brinquedos em seus hambúrgueres processados, alimentação pouco saudável. Graças a junk food, mais crianças com câncer são tratadas, ou podemos ver, crianças são tratadas para mudar a imagem da junk food. Não se pode culpar uma pessoa por fazer o bem, mas o motor que move causa outros problemas como obesidade e alimentação pouco saudável. Estaria bem se o McDonald’s cuidasse de crianças com obesidade infantil, mas levantaria muitas questões sobre a empresa.

Empresa-Nação – O patriotismo empresarial

No estado mínimo a empresa é a nação. Amo mais a empresa que meu país. Carente de governo as pessoas adotam a empresa como segunda família. Sendo que na verdade é a primeira família, posto que para muitos terem 20 dias de férias bem aproveitadas é necessário abrir mão do convívio da família os demais dias do ano. Se colocarmos numa balança essa empresa nacionaliza seu funcionário mais que o país. Assim temos os globais (funcionários da rede globo), abrilianos(funcionários da abril), que levam consigo a empresa no coração. Foi feito uma pesquisa que avaliou o discurso do funcionário na empresa e resumidamente diziam que a empresa era ótima, mas ELES, seriam os vilões. Eles seriam os diferentes, distantes, aqueles que discordam do que tal funcionário pensa. Esse discurso é bem mais explícito quando vemos as tiras de jornal do personagem Dilbert, onde a regra é nunca assumir culpa, sempre usar o verbo na 3ª pessoa. (Ex.:Derrubaram café na mesa, Entregaram errado o documento.)
“Eu sou bom porque trabalho na empresa tal”. Existe uma áurea de verdade onde este funcionários se sentem orgulhosos de estarem levando no peito o crachá como levava o personagem Bozó, de Chico Anísio. Estas pessoas não questionam a lei de Tostines, “vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?” poderíamos dizer também: “Mamãe gosta de mim porque sou bom ou sou bom porque mamãe gosta de mim?” no plano empresarial seria algo como Trabalho numa mega empresa porque sou bom ou sou bom porque trabalho na mega empresa? Um diagramador da revista de bairro do Brás é diferente do diagramador da revista Veja? O motoboy da empresa que entrega água delivery é menos importante que o motoboy da Sabesp? Para muitos esse fator é determinante no currículo. Não é o que você faz mas onde e pra quem você faz.

A Lógica do supermercado

Existe também a lógica do supermercado, onde todos os funcionários são clientes, colaboradores, não colegas de trabalho. na prática, um cobra do outro suas tarefas, todos prestam serviços a todos sob o guarda-chuva da empresa, gerando uma impessoalidade no ambiente de trabalho, tornado as relações internas mais “profissionais” num clima de tensão onde a ineficiência de um pode ser vista de apontada por qualquer um. Todos são olheiros e todos são observados. É o terrorismo do big brother, sem câmeras. nesse novo contexto muitos sindicatos perderam sua força, e muitos até absorveram essa lógica como tentativa de se atualizarem. Sendo o trabalho uma atividade humana, e necessita do outro, essa “camaradagem” de se presenciar o erro do outro e se calar, omitir, ou até mesmo manipular o fato, visando impedir que este, o prejudique, também esperando o mesmo em situações futuras, é uma questão que sempre existiu, é uma questão de sobrevivência. Numa empresa familiar, seus filhos, ou cônjuge, amigos serão seus clientes, após o expediente voltam a ser o que são.

Capítulo 4 - Comunicação e cultura no mundo do trabalho.

A comunicação como parte das estratégias. Surge a transformação das plantas empresariais (global/local, mais horizontalizadas) a elaboração de novas plataformas discursivas, missão de empresa, colaboradores, parceiros, clientes, qualidade, produtividade, restruturação, trabalho em equipe, etc. Sumiram do vocabulário: Empregado, funcionário, demissão, desemprego, hoje respectivamente substituídos por colaborador/cliente, restruturação, oportunidade. Assimilação das linguagens da publicidade do jornalismo da ficção. Utiliza-se da comunicação para dissimular conflitos no mundo do trabalho. A linguagem verbal utilizada de forma funcional para dissimular as contradições e os conflitos. Por exemplo a palavra “Colaborador”, Institui a concorrência com o colega e faz com que o funcionário colabore com a empresa, sedo essa a nova relação (concorrerente/funcionário X Empresa). Ambos querendo mais por menos. Do lado do funcionário se quer mais salário por menos trabalho e do outro lado a empresa, querendo mais produtividade por menores gastos. A racionalidade e o concenso estariam garantidos através da funcionalidade do discurso. A mudança das palavras como simulação da mudança das relações sociais. Só se muda a cultura da empresa se mudar o discurso.
Num questionário de call center o usuário trabalha para a empresa fazendo o papel de técnico. Ao ligarmos requerendo uma visita técnica, nós somos bombardeados por perguntas que deveriam ser obtidas pela visita do técnico. mas fazemos este papel sem mesmo darmos conta do serviço que estamos poupando a eles, e impulsos gastos em ligação. As contradições continuam existindo. O discurso dissimulado não muda em si, a realidade apenas a maquia. Existem 2 mundos. O mundo do dinheiro (sistema) capital e o mundo da Vida. A linguagem é fruto dessas relações pessoais (Habermas). Pensar o ser humano como um ser da adaptável, conformado, não basta, ele deve ser conquistado, cativado, transformado. Onde para que haja uma comunicação é necessário uma relação entre o eu e o tu.
Esse discurso é “gestado” por uma nova ordem global, onde horizontaliza a hierarquia e coloca a meta como fator de relacionamento em que a comunicação visa gerenciar e persuadir. A qualidade perde seu valor semântico, se traduz a custo baixo, dentro do prazo, fazer o melhor da primeira vez (economia de material) evitar a refação. Sendo que o melhor é a mais valia. Visando sempre um maior lucro, otimizando-se os gastos. O que antes era bens de consumo, hoje são serviços. Forjou-se um modelo que faz a persuasão pela comunicação para que este indivíduo entre nesse mecanismo. O trabalho sempre é inédito (criativo) e readequado, renormalizado todo dia. Mesmo na linha de montagem ou no micro da ergonomia. O trabalho é invisível (Yves). A relação do homem e o trabalho visando melhores formas e condições de trabalho, considera o homem como peça visando obter o seu melhor aproveitamento. Sempre que possível se inovando. A Inovação é um novo olhar, não a tecnologia. Tecnologia é resultado de um novo olhar. Capital intelectual, sociedade do conhecimento, são expressões que estão presentes no sistema que serve a política do capital humano. Onde o seu conhecimento é bem visto e prevarica do instinto competidor do ser humano. Se você contribui com idéias que melhorem a produtividade você é um bom funcionário, demonstra comprometimento intelectual a serviço da empresa. Nessa âmbito instala-se uma valorização dos funcionários mais aplicados, destacando-os dos demais. Em alguns casos surge o que chamamos de estética da hierarquização. Através de cores, alturas, tamanhos, apresenta-se uma ordem, visando poder, e gerando desejo em quem não detêm tais cores, alturas, proporções de espaço maiores ou melhores. Ex. aristocratas usavam sapatos de salto para ficarem acima dos de sapato baixo, ambientes cinzas para funcionários em linha de produção e salas coloridas para chefes. Mesas maiores para chefes e menores para funcionários, assim como computadores, banheiros, etc. Tudo para gerar o desejo de subir de posto e para colocar as pessoas nos seus lugares. Alienando e segmentando. Decorar o seu espaço de trabalho é uma forma de resistência. Uniformes que como própria palavra diz, visa uniformizar, mas vai além quando hierarquiza, seja por um detalhe na lapela, uma cor de colarinho, ou mesmo um quepe, segmentando a pessoa e fazendo ela se ver como parte do todo, setorizada, pertencente a um grupo, segmento da empresa. Para lutar contra a alienação do trabalho é necessário perceber o seu valor na empresa, ter noção da parte do todo. Não como uma peça substituível e insignificante, mas como peça fundamental que movimenta o todo.

Capítulo 5 - Atividade de comunicação e trabalho: políticas de democratização

A relevância do conceito de atividade para o processo de comunicação. A partir dessa preocupação discutimos o binômio comunicação e trabalho na perspectiva da abordagem ergológica. O conceito de trabalho a partir da atividade humana .
O binômio e seu papel nas relações interpessoais nas organizações da sociedade contemporânea, ergologia e atividade humana (Gransci).
A ação do homem para transformar o meio e a si mesmo, diferente dos animais. Na sociedade moderna há uma normatização nas relações no sentido da fruição, cultura, subsistência, há sempre a expressão da subjetividade do ser, a criação, o inédito, que reside entre trabalho prescrito e o produto(jornal pronto) fordismo- corpo, toyotismo-meta ambos os modelos querem ter o controle do trabalho inibindo o devaneio. Hoje a polivalência e objetividade exibe o comprometimento intelectual desgastando corpo e mente. Aumenta o ritmo e reduz o tempo como e para que eu uso esses modelos. Como se da persuasão pela comunicação? Qual a relações de trabalho voluntário? Que normas regulam possíveis metas? Existem canais? Existem manuais? Padrões uniformes ou não para realização do projeto? Como se conquista um clientes quando seus funcionários são voluntários?
A palavra Ergon, do grego, significa ação, criação, obra de arte, da dimensão criadora a atividade humana. A abordagem ergológica permite situar de maneira complexa o conceito de trabalho porque o remete a atividade humana (psiquismo humano). A passagem a consciência humana está fundada na passagem as formas humanas de vida e de atividade de trabalho. A aparição de trabalho é intrínseca à condição da existência do próprio homem, a atividade humana é particular e especifica e caracteriza a capacidade humana de criar, planejar, aprender, memorizar. Swartz diz todo trabalho é singular situação de trabalho. O uso que o sujeito faz de si é singular. A regra não é uma camisa de força e a consciência da singularidade do uso de si próprio permite a objetivação e a desnaturalização das atividades do trabalho. O sujeito no trabalho coloca-se por inteiro em atividade, onde trabalhar é gerir (Swartz). A nossa subjetividade se constrói nesse embate. É administrar o sujeito em atividade, fazer uso de si como corpo físico e como si. O uso de si por si mesmo e por outro é o uso que fazemos de nos mesmos e o uso que o outro faz de nos para a execução do trabalho.
Corpo si é consciência do seus atos. Linguagem e trabalho estão ligados entre si (Leontiev). A linguagem é o que mais s aproxima da atividade de trabalho. Colocar em palavras a atividade é criar um meio próprio, é se apropriar do espaço e do tempo em que se trabalha.
Estudar o mundo do trabalho e a atividade de trabalho por meio da linguagem dos sujeitos (corpo-si) é se aproximar da realidade do trabalho dos desafios e conflitos que permeiam ambos, é gerir as impertinências das condições de trabalho e de como tentar superá-las.
Estudar a comunicação no trabalho é entender como se resolvem problemas e a partir de que valores as pessoas fazem suas escolhas, ver no organograma da empresa como se constituem as redes de ajuda e solidariedade na resolução de problemas e tarefas, compreender como o mundo do trabalho transborda de seu meio e abarca outros espaços sociais tais como a casa, o bairro a midia. Seus eixos. Saberes e valores construídos no universo científico (savoir institue).
Saberes e valores da experiência, adquiridos na atividade.
Através de um questionamento, perguntas e respostas em duplo sentido, a pratica de epistemologia da atividade questiona a através de confrontos entre conceitos sem aderência e os conceitos de aderência, baseados na experiência. Temos um dispositivo dinâmico em 3 pólos: comunicação interpessoais, institucional e midiatica. Identificar por meio de valores, mercantil, quantitativa mensuráveis (sistema econômico), e não mensuráveis (bem viver comum).
O trabalho se dá como um projeto duplo. Constrói o indivíduo (subjetividade) e o social (sociedade). Pertence à esfera social e esfera psicológica (específica). Esta condição faz do homem um ser produtor de sociedade. No trabalho estão em processo autonomia, validação social (reconhecimento), escolha, debate de valores e normas. O mundo não “é” e o homem vem para adaptar-se. Esses valores, saber engolir sapos, dar tapinhas nas costas, fazer vista grossa, visando extrair vantagens quanto maior flexibilidade e noção do que tal escolha implica é a negociação do livre arbítrio concedendo e impondo procurando prever suas consequencias. O trabalho é um objeto de desejo e necessidade. A instituição (história e ideologia) e o sujeito sofrem as contradições no cotidiano. O homem fabrica e refabrica o mundo e não existe sujeito psíquico fora da relação com a instituição (lingua por exemplo), a instituição é histórica, social política/ideológica simbólica. Sujeito/cidadão: história social/história individual (ex. desemprego). O homem desempregado se sente excluído socialmente, se vê inútil, ou desnecessário aquela comunidade, não digno de conviver com outros seres trabalhadores, “importantes para alguém”. A validação social é tão importante quanto a subsistência. Porém existem casos extremos onde pessoas em estado de carência total de trabalho, que buscam oportunidades em outros países, qualificando-se aprendendo outro idioma ou sujeitando-se ao que lhe aparecer, muitas vezes se colocam em situações de risco ou até morrem buscando este objeto de desejo que é a dignidade de trabalhar.

O mesmo se dá para crianças que trabalham na roça cortando cana, o que antes era um trabalho, hoje é exploração infantil. Em favelas, crianças entregando drogas, não é um trabalho, é crime, porém, é almejado e até existem cargos a serem galgados, existe uma consciência empresarial, essas crianças sonham serem “donos da boca” e terem seu próprio negócio. As crianças que são obrigadas a prostituir-se, as vezes com o consentimento dos pais, muitas vezes não mais crianças, mas estudantes universitárias, muitas delas com metas de sindicalizarem-se, muitas delas com a conivência da alta sociedade. Sindicato das Putas. Imaginem uma greve da classe: Cruzamos os braços...e pernas! Talvez estas pessoas que vêem estas mulheres da “Daspu” como prestadora de um serviço social e a apóiam, seguramente mudariam de opinião ao verem seus casamentos sendo ameaçados ou suas filhas se profissionalizando como putas. Daí gera-se a polêmica para sindicalizar-se só após os 18 anos. Até lá o que esta pessoa fará? Estudar? Uma vez sindicalizado não faltará muito para prostituição virar disciplina, daí pra frente surgirão novas polêmicas como ter diploma ou não, ter carteirinha de sindicato ou não. Paralaxe social. O trabalho informal, precoce, amoral, se camaleoa entre a subjetividade e o social.

Definição de Trabalho: Sujeito – Fazer a criação não necessariamente com vínculo.
Definição de Emprego: Horários são respeitados, vínculo empregatício, compromisso e comprometimento regidos por leis. Hoje essa definição está sendo revista, onde, trabalho significa: instabilidade, liberdade, flexibilidade de horário, salários variáveis e emprego significa: estabilidade, cerceamento, estagnação, horário fixo, salários constantes.
Nesse panorama, vemos que os deficientes físicos em geral, passaram por situações de grande risco de morte e tiveram uma segunda chance, apesar das seqüelas, e em geral se sentem inseguros quanto ao seu futuro, por terem suas limitações antecipadas. Estes deficientes adquiriram uma consciência diferenciada em relação a vida e sua relação do trabalho varia entre o informal e o tradicional CLT. Existem os que injustiçados, estão nos sinais de trânsito mendigando, prevaricando de suas moléstias como se prestassem um serviço de limpeza de nossas consciências pesadas em troca de umas moedas, fazendo-nos sentir culpados por sermos perfeitos ou simplesmente estão á margem por não encontrarem apoio moral ao seu redor se fechando em seu mundo. Mas existem aqueles que demostram que pernas, ou braços são irrelevantes para se almejar um posto político, ou uma medalha em jogos olímpicos, um prêmio Nobel ou a presidência dos EUA, como fez o paraplégico Franklin Delano Roosevelt, em 1933, apesar de não gostar de ser fotografado em cadeira de rodas.


Presidente Roosevelt em cadeira de rodas. Fonte:www.ampid.org.br/Artigos/PD_Historia.php

Em 1919, com o Tratado de Versailles e consolidada a paz momentânea, é criado um importante organismo internacional para tratar da reabilitação das pessoas para trabalho no mundo, inclusive das pessoas com deficiência: a Organização Internacional do Trabalho. OIT - Organização Internacional do Trabalho. Imediatamente ao pós-guerra, a sociedade civil preocupada com os problemas sociais crescente, organizou-se buscando soluções para melhorar os mecanismos de reabilitação. A primeira organização a ser constituída foi a Sociedade Escandinava de Ajuda a Deficientes, hoje conhecida como Rehabilitation Internacional. Outras mais apareceram ao longo do Século XX. Em 1945, com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Europa e os países aliados estavam devastados, as crianças órfãs precisavam de abrigo, comida, roupas, educação e saúde. Os adultos seqüelados das batalhas, precisam de tratamento médico e reabilitação. Com a Carta das Nações Unidas, criou-se a Organização das Nações Unidas – ONU, no ano de 1945 em Londres, visando encaminhar com todos países membros as soluções dos problemas que assolavam o mundo. Os temas centrais foram divididos entre as agências: ENABLE – Organização das Nações Unidas para Pessoas com Deficiência UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura UNICEF - Fundo das Nações Unidas para a Infância OMS - Organização Mundial da Saúde.

Capítulo 6 - O Deficiente e o mundo do trabalho


"The Paycheck," (O contracheque)
Desenho de Norman Rockwell, década de 1950 - O trabalhador, usuário de cadeira de rodas, vestido com roupas de trabalho e carregando uma marmita, sorri feliz levando em uma das mãos seu contracheque.
A outra mão gira rápido as rodas da cadeira de forma a levantar poeira, representada sob as rodas.
Fonte:www.ampid.org.br/Artigos/PD_Historia.php

A empresa que tem até 200 empregados precisa preencher 2% dos postos de trabalho com pessoas portadoras de deficiência. De 201 a 500 funcionários a cota sobe para 3%, e de 501 a 1000 empregados, são 4%. Já nas empresas que têm mais de mil funcionários a cota deve ser de 5%. Só no estado de São Paulo os bancos privados precisam contratar mais de três mil portadores de deficiência para cumprir a lei. As vagas existem, mas a baixa escolaridade e a falta de qualificação dificultam a entrada dessas pessoas no mercado de trabalho.
“A oportunidade da inserção profissional também deve andar simultaneamente com a oportunidade da elevação da escolaridade e da capacitação profissional”, afirma Sérgio Félix, coordenador do programa de inclusão da prefeitura.
Observando as recentes mudanças no panorama comunicação e trabaho para com os deficientes, o governo criou leis, campanhas que visam delegar às empresas o dever de contratar deficientes. Seria visando reduzir despesas com INSS, e auxílio doença dessas pessoas que realmente poderiam estar trabalhando? Se por um lado corta privilégios de possíveis funcionários ainda produtivos, por outro, gera oportunidades a muita gente que realmente quer e precisa trabalhar. Além de quebrar com o preconceito de ambos os lados, subjetivo e social.

No caso da empresa que Contrata sob pena de multa, não estando muitas vezes preparada para tal contratação, vê isso como um problema que não deveria ser seu, mas sim do governo. Porém, abre oportunidades para se mostrar uma empresa moderna sem preconceitos, inclusiva e preocupada com seus funcionários, melhorando sua imagem perante a comunidade.
Já o deficiente precisa de capacitação. Existem alguns órgãos que proporcionam um certo auxílio por parte do governo, mas ainda tímidos. Algumas empresas tem a obrigação de contratar um deficiente mas suas instalações não permitem acesso aos mesmos, ou por haver escadas, ou por não permitir transporte ou mesmo por ignorância para tal adaptação, já pensadas em tecnologias assistivas. Para estar trabalhando o deficiente têm que estar capacitado e para tal deve ter um capital inicial, mobilidade, tempo que só lhe são proporcionados se estiver trabalhando. E quando começa a trabalhar busca encontrar um tempo livre para ira ao médico e realizar suas fisioterapias e melhoras funcionais. Tempo este reduzido em função do trabalho.

Glossário
KAMBAN:
É uma sinalização do andamento dos processos de maneira sistematizada.
Kanban é uma palavra japonesa que significa literalmente registro ou placa visível.
Em Administração da produção significa um cartão de sinalização que controla os fluxos de produção em uma indústria. O cartão pode ser substituído por outro sistema de sinalização, como luzes, caixas vazias e até locais vazios demarcados. Coloca-se um Kanban em peças ou partes específicas de uma linha de produção, para indicar a entrega de uma determinada quantidade. Quando se esgotarem todas as peças, o mesmo aviso é levado ao seu ponto de partida, onde se converte num novo pedido para mais peças. Quando for recebido o cartão ou quando não há nenhuma peça na caixa ou no local definido, então deve-se movimentar, produzir ou solicitar a produção da peça. O Kanban permite agilizar a entrega e a produção de peças. Pode ser empregado em indústrias montadoras, desde que o nível de produção não oscile em demasia. Os Kanbans físicos (cartões ou caixas) podem ser Kanbans de Produção ou Kanbans de Movimentação e transitam entre os locais de armazenagem e produção substituindo formulários e outras formas de solicitar peças, permitindo enfim que a produção se realize Just in time - metodologia desenvolvida e aperfeiçoada por Taiichi Ohno e Toyota Sakichi conhecida como Sistema Toyota de Produção.

e-Kanban - Kanban Eletrônico:
Embora o sistema de Kanban físico seja mais conhecido, muitas empresas têm implementado sistemas de Kanban Eletrônico (e-Kanban) em substituição ao sistema tradicional. Vários sistemas ERP (Enterprise Resource Planning) oferecem a possibilidade de utilização integrada do Kanban Eletrônico, permitindo sinalização imediata da demanda real do cliente em toda a Cadeia de fornecimento. O sistema eletrônico tem como um de seus principais objetivos eliminar problemas comuns à utilização do sistema físico de Kanban como a perda de cartões e a atualização dos quadros. ERP (Enterprise Resource Planning) ou SIGE (Sistemas Integrados de Gestão Empresarial, no Brasil) são sistemas de informação que integram todos os dados e processos de uma organização em um único sistema. A integração pode ser vista sob a perspectiva funcional (sistemas de: finanças, contabilidade, recursos humanos, fabricação, marketing, vendas, compras, etc) e sob a perspectiva sistêmica (sistema de processamento de transações, sistemas de informações gerenciais, sistemas de apoio a decisão, etc). Os ERPs em termos gerais, são uma plataforma de software desenvolvida para integrar os diversos departamentos de uma empresa, possibilitando a automação e armazenamento de todas as informações de negócios.

JUST IN TIME:
Just in time é um sistema de administração da produção que determina que nada deve ser produzido, transportado ou comprado antes da hora exata. Pode ser aplicado em qualquer organização, para reduzir estoques e os custos decorrentes. O just in time é o principal pilar do Sistema Toyota de Produção ou Produção enxuta. Com este sistema, o produto ou matéria prima chega ao local de utilização somente no momento exato em que for necessário. Os produtos somente são fabricados ou entregues a tempo de serem vendidos ou montados. O conceito de just in time está relacionado ao de produção por demanda, onde primeiramente vende-se o produto para depois comprar a matéria prima e posteriormente fabricá-lo ou montá-lo. Nas fábricas onde está implantado o just in time o estoque de matérias primas é mínimo e suficiente para poucas horas de produção. Para que isto seja possível, os fornecedores devem ser treinados, capacitados e conectados para que possam fazer entregas de pequenos lotes na frequência desejada. A redução do número de fornecedores para o mínimo possível é um dos fatores que mais contribui para alcançar os potenciais benefícios da política just in time. Esta redução, gera, porém, vulnerabilidade em eventuais problemas de fornecimento, já que fornecedores alternativos foram excluídos.
As modernas fábricas de automóveis são construídas em condomínios industriais, onde os fornecedores just in time estão a poucos metros e fazem entregas de pequenos lotes na mesma frequência da produção da montadora, criando um fluxo contínuo. O sistema de produção adapta-se mais facilmente às montadoras de produtos onde a demanda de peças é relativamente previsível e constante, sem grandes oscilações. Uma das ferramentas que contribui para um melhor funcionamento do sistema Just in Time é o Kanban.

Mediações no universo do deficiente

Para falar de mediações humanitárias, me referindo à como se dá a reciprocidade satisfatória do ato altruísta da solidariedade, mais especificamente falando de deficientes, e pensar no ato humanitário com sendo consequencia de uma construção ideológica que se molda de acordo com os interesses vigentes de cada época.
É fácil culpar a televisão por manipular a massa. Opiniões e teorias sobre a TV vão do diabólico ao santo. Tudo mudou sim, com a comunicação massiva da TV, assim foi com o rádio, o telefone e a internet. Seus poder de penetração da informação em massa fez pessoas utilizarem dessa tecnologia tanto para passa informações de cunho educacional, com fez Roquete Pinto na época do rádio e mais tarde na TV o surgimento do projeto Minerva e telecursos, mas essa tecnologia também foi utilizada para manipular e produzir consumidores. Mas a tecnologia não é a causadora da massificação, é apenas um facilitador. A justificativa da massificação pelos avanços tecnológicos vai ser questionada por Canclini no prefácio que escreve sobre o texto de Barbero. Nele Canclini diz que essa massificação vem sendo desenvolvida muito antes que surgissem os meios eletrônicos, através da escola, igreja, literatura de cordel, na produção industrial (fordismo) e mesmo no espaço urbano. Em outro plano, porém não menos efetivo. Até hoje podemos reparar as formas de poder através das carroças blindadas se digladiando nas ruas ou mesmo na moda e as inúmeras formas de interagir, hierarquizar e estereotipar padrões pela estética, explicitam formas de poder. Canclini diz não existir cultura de elite ou cultura popular que sejam totalmente intocadas, ambos são vulneráveis ao caráter mercantil e aos conflitos pela hegemonia. O massivo remete ao popular que remete ao massivo. Ora a massa determina o que está no poder, ora é conduzida por este poder. Mistura essa que Barbero cunha de mestiçagem, não se resumindo apenas ao fator racial. Se bem que no Brasil, vemos com bons olhos essa mistura. Talvez provinda da monografia ganhadora, escrita para um concurso do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, para escrever a história do Brasil, onde o naturalista alemão Von Martius propôs uma história do Brasil que fosse ao mesmo tempo “filosófica” e “pragmática”, tendo como eixo a formação de seu povo, incluindo nesta formação a “mescla das raças”. Que teve sua afirmação no livro Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freire. Mas a mestiçagem de Barbero vai além das raças, posto que cada raça têm sua cultura, num país multirracial, nada mais lógico que essa cultura tenha adaptações e descaracterizações. Em se tratando de globalização, esse conceito se encaixa perfeitamente, onde encontramos descontinuidades culturais, o global, o nacional e o local irão ser discutidos no contexto de uma sociedade em rede que pensadores como Castells, Giddens, Ianni, Bauman, irão analisar em estudos inter/Multi/transdiciplinares. O local interfere no global e vice-versa. Os Estudos culturais do século XX, retomarão a dialética inesistente na visão vertical frankfurtiana, de uma sociedade administrada por uma cultura afirmativa, de uma ideologia dominante. O desaldeiamento dos índios, as releituras de ritmos e festas folclóricas, reorganizações sociais, como novos padrões de família, trabalhos informais. Nem tudo que é popular acaba se tornando massivo, mas para que seja massivo deve conter características populares. Nesse campo da comunicação com a constante mudança dos meios e a continuidade da dialética de poderes, foca-se a importância das mediações. Tudo o que afeta os sentidos, envolve o emissor e o receptor, seus diálogos e memória. No caso a tecnologia é apenas um grande mediador desse contexto. Assim o poder se dá pela hegemonia, não mais pela força, gerando e seguindo regras que determinam ou não seu poder que são negociadas diariamente. Entre discursos hegemônicos e subalternos existe a cumplicidade.
A lógica de produção cultural obtém formatos industriais por meio da tecnicidade ou pode gerar matrizes culturais pela instituicionalidade. Os meios massificam as pessoas e influenciam seu cotidiano, que se descaracteriza e se transforma em massa, que volta a interferir nas pessoas. Essa circuito não tem um começo, é como uma uma energia de poderes que circula em contínua negociação. Partimos dos meios, vamos para as mediações. “O mercado não pode sedimentar tradições pois tudo que produz se “desmancha no ar” devido a sua tendência estrutural a uma obsolescência acelerada e generalizada não somente das coisas mas também das formas e das instituições.” (Canclini, p.15). A cultura popular quando se torna cultura de massa é porque transcendeu o local ou se alterou para sua própria sobrevivência. Segundo Stuart Hall, este é o cotidiano como espaço de lutas, mas existem redes de ajuda, solidariedade.
Encontramos nas mediações o modos de se obter um poder, assim como toda negociação ambas as partes devem ter privilégios, mas uma só terá a hegemonia. Algumas leis são criadas para assegurar vantagens aos menos favorecidos. Nessa hibridismo temos a inclusão social que, se por uma lado, o governo abre vagas impondo às empresas cotas para contratação com a intenção de incluir esses deficiente ao mercado de trabalho, por outro não cria nenhum programa de capacitação. Nessa lacuna, sobram apenas empregos de baixa remuneração e o aprisionamento de um funcionário que não pode ser demitido da empresa em contrapartida a chance de saírem da margem da sociedade. Mas se observarmos pelo interdiscuso bakhtiniano, poderíamos chegar a imaginar que essa “inclusão” seria apenas uma estratégia mais “humana” para reduzir gastos com as dispendiosas vítimas de acidentes no trabalho que estariam vivendo às custas do INPS, auxílio doença, ou mesmo aqueles aposentados que perderam apenas um dedo, da mesma forma que nosso Presidente.
A busca para uma nova visão do deficiente nesse âmbito se dá pelas mediações entre o deficiente e a sociedade, onde a negociação dessas mediações aparece quando a cidade se adapta ao deficiente, com rampas, cotas, elevadores, bibliotecas com livros em braile e o deficiente se expõe se mostrando útil e funcional a sociedade. Questiona-se tecnologia, arquitetura, brinquedos, transportes, roupas, design, tudo é revisto para nos adaptarmos as constantes mudanças ergonômicas e sensoriais do ser humano. Com o fim de equalizarmos esses produtos num padrão universal visando a produção em escala mas também considerando as particularidades desses deficientes. Tratar igualmente os desiguais é tão injusto e revoltante quanto tratar desigualmente os iguais.. Dois bons exemplos disso: a) cobrar o mesmo valor de imposto sobre a renda de quem ganha muito e de quem ganha pouco: tirar R$1.000 de quem ganha R$2.000 não é o mesmo que tirar os mesmos R$1.000 de quem ganha R$10.000; b) deixar um deficiente na mesma fila que uma pessoa em boas condições para ficar em pé é desumano com o deficiente e injusto para o outro que se pode e mantém em pé sem esforço. Assim, o Direito moderno se deu conta de que, para que as pessoas pudessem ter igual tratamento, precisavam eventualmente ser tratadas desigualmente.
Nesse trabalho de reflexão e ação, em paralelo, ocorre a dança dos mitos, ídolos guiam grupies ansiosos por tentar ser o que não são para ter a atenção mitificada de outras pessoas. Tivemos e ainda temos deficientes físicos na mídia, como o Wagner Montes, Roberto Carlos, a cantora Katia, obesos como Jó Soares, Fausto Silva, Datena, nossos esportistas deficientes. Mas quantos deles fazem campanhas, ou assumem sua condição? Estes seriam as células de difusão da informação, formadores de opinião, seriam capazes de gerar visões menos preconceituosas. Ou negam seus defeitos por preconceito, medo ou essa divulgação é comedida, em doses que a população possa digerir sem se chocar. São apresentados como estranhos, excepcionais, vencedores de um mundo isolado, o freakshow se reinventa em Criança Esperança, Tele-Ton, Jogos Para-Olímpicos, pena, angústia, a sensação incômoda de uma visão pouco comum. Cabendo aos meios por meio das mediações, comunicar, ou tornar comum, transportar essa realidade de anormalidade para dentro da sua de aceitação da normalidade.
“O que se construiu como conceito de deficiência ou de anormalidade constituiu, paulatinamente, o campo que usualmente ficou conhecido como Educação Especial. Foi com a emergência do racionalismo moderno, fruto do processo que fez deflagrar a chamada Revolução Científica do século XVII, que deu início a intensificação dos conhecimentos referentes às diversas formas de classificações e taxinomias que passaram a ser utilizadas no conhecimento dos animais e dos homens, dos seus corpos e mentes. Classificar, medir, mensurar traçou parâmetros "científicos" para que a "ciência positiva" pudesse extrapolar o espaço das ditas "ciências duras" e buscar nas relações sociais a então suposta harmonia da natureza. Aliada aos novos padrões religiosos e morais postos pelo protestantismo, surge, assim, o "homem médio", a expectativa padrão, um comportamento padrão, um corpo padrão. Os que destoassem dessa "média" passam a ser vistos como problemáticos, desviados, anormais e/ou deficientes. Até então, a idéia da deficiência se confundia com o misticismo já que durante toda a Antiguidade e mesmo durante o período medieval os seres "deficientes" eram utilizados tanto de forma deidificada como em diferentes espetáculos circenses, orgias, cortes, etc. Durante as décadas de 60/70, freaks foi sinônimo de hippie.” (Franco, p3.) Na atualidade, são considerados ou, autodenominam-se, freaks os que advogam o direito de serem “diferentes”, os obesos, tatuados, etc. Foi no processo de elaboração desses diferentes estudos que se evidenciou o papel da mídia imagética na construção do discurso inclusivista e normatizador, posto que, proliferavam, nesse percurso, propagandas veiculadas em diferentes mídias que abordavam a Educação Especial.
Hoje Nefertiti, (Beleza), Afrodite (Felicidade ou o amor) e Thanatos (Morte/Revólver/violência) demarcam o território e fecham o cerco ao nosso redor. Vivemos sob a obsessão implacável e impraticável da beleza eterna, em simultâneo se reinventa a beleza do negro, desvinculando-o ao escravo, recria a visão de que o deficiente é capaz de se mover pela cidade, subindo em rampas, guiando-se pelos relevos nas calçadas, as próteses deixam de ser apenas funcionais e se preocupam com a estética, estética da nova tecnologia (homem-máquina), índios aparecem em comerciais de bancos, na política. A mulher corpulenta procura pelo seu espaço, em campanhas como o sabonete Dove, ou como “artistas” mulheres-frutas esculpindo seu corpo atingindo formas cada vez mais opulentas. A magreza das modelos cujo objetivo é a redução de gastos com tecidos para fabricação de roupas, onde com o desaparecimento dos alfaiates pela praticidade da industrialização, a usuária tem que se adaptar ao tamanho das roupas e não o contrário. No mito de Afrodite, trabalhamos angustiados por não conseguirmos ser felizes com o que temos, essa visão pejorativa é propositadamente gerada para não darmos valor a nossa força de trabalho, geradora de riquezas e sujeitarmos ao valor que nos é imposto, cota mínima de sal. Apesar dos esforços em neutralizar o bombardeio diário da mídia, que insiste em tornar verdade o fato de que nossos corpos não são o ideal, nosso cabelo não brilha como aquele feito em computação gráfica, idem nossa pele, e todos os produtos criados e programados para serem obsoletos, cada vez mais em menor tempo possível, sem contar com a violência, seja ela a do fálico revólver que intimida nossos filhos nas ruas, ou a erotização precoce de nossos futuros consumidores, enjaulados em bélicos carros fálicos endurecidos e enfurecidos pelo trânsito caótico de uma canibal metrópole que polui o próprio ar que respira. Uma curiosidade é que no Brasil o primeiro filme brasileiro legendado em português, foi Bossa Nova, de Bruno Barreto, um sucesso entre os surdos. Uma simples tecnologia que já existe, sendo subjugada. Para quem não ouve, ler e ver este filme é uma conquista silenciosa, que a “menoria” de 5,7 milhões de surdos agradece.
Indagações questionando o pretenso discurso multicultural em que se baseia a Escola
Inclusiva, destacando o surgimento das "escolas especiais", entre elas as destinadas à educação dos aprendizes surdos que, entre outras coisas, apontavam, para o estudo de uma história de longa duração que traçou e fixou, paulatinamente, os parâmetros entre a normalidade e a anormalidade. Antes dos métodos usados hoje, muitos surdos eram obrigados a vocalizarem-se para serem aceitos como normais. As diversas feições assumidas pelo discurso multiculturalista, assimilacionista, conservador, têm sido utilizadas como suporte ideológico da política inclusivista. Ainda hoje vivemos a existência de uma espetacularização da deficiência/diferença, seja por meio da perpetuação freakshows (hora como aberrações da natureza, ora com coitados de uma instituição), seja grande erro de julgamento configurou a suposta inclusão.
Hoggart vai discutir o “uses of literacy” – em português lusitano traduzimos como “usos da literacidade”, mas em nosso português perde-se seu significado. O sentido da frase está mais voltado para a visão operacional da linguagem, os usos dessa “literacy” nos meios e suas consequências. Ao lermos um comercial da APAE ,ou da A.A.C.D. um negro em uma novela, um cadeirante jogando basquete, compactuamos ou não com os discursos transmitidos. Somos receptores ativos e reagimos. Com o passar dos anos há uma ruptura de tradições. Aos poucos, vemos em novelas, o negro deixa o papel de subalterno, as famílias ganham novos formatos, o homossexualismo deixa de ser caricato para ser mais natural, e a deficiência mental também encontra um modo de surgir em novelas. Se repararmos antigamente estas menorias eram tidas como personagens de humor na TV, o anão, o gago, o cego, o gay, frutos dos freakshows e circos. A cada época que passa, revemos nossa sensibilidade e mudamos nosso modo de ver as coisas. Imaginem hoje, como seria o programa Os Trapalhões. Mussum, tomaria Sagatiba, não seria chamado de azulão, Didi não seria menosprezado por ser nordestino, estaria vestido segundo a moda dos anos 80, Zacarias usaria implantes capilares, ou assumiria sua calvície, e Dedé assumiria sua homossexualidade. Seria ainda um programa para crianças? O gordo e o magro, duraria uma temporada se chamasse o Obeso e o Anoréxico? Obesidade mórbida e anorexia têm graça? Não estamos longe desses estereótipos quando vemos Drake and Josh no canal a cabo Nickelodeon. Drake é bonito, magro, toca guitarra e tem uma mãe jovem. Josh (seria Joshua? Nome hebreu. Teria alguma associação com judeu?) é gordo, atrapalhado, e tem um pai também atrapalhado. Hoje temos desenhos tão bizarros e politicamente incorretos, quanto Os Trapalhões, apenas para exemplificar o slogam do Cartoon network é “A gente faz o que quer”. Subversivo, não? Essas mensagens que antigamente passavam despercebidas, hoje são decodificadas antecipadamente, alarmando ser preconceituosas, inadequadas, reacionárias, subversivas, tabus. Para cada momento existem valores que são revistos com o passar do tempo.
Stuart Hall fala sobre a Negociação dos Sentidos, o que ele chama de coding and decoding, ou seja: existem mensagens que passam seu significado e outras que não. As mensagens sociais e culturais em contexto com o meio. A pessoa ACEITA (afirma, concorda, adere), REJEITA (nega, discorda) ou fica no MEIO TERMO (negociação do sentido, questionamento). Para todos os casos, o receptor é ativo, reage, dá opinião, questiona. Para a compreensão e aceitação social das menorias, é indicado usar os métodos de técnicas de etnografia de recepção. Pensadores como David Morley, Roger Silverstone, Sonia Livingstone e Angela McRobbie iniciaram este movimento visando descobrir o outro(auter-idade), geralmente há um espanto na percepção do diferente, para que se entenda melhor este outro é preciso ter mais tempo de convívio, estar inserido no seu meio ambiente para que se tenha maior compreensão de sua cultura e respeito. Nesse compreensão a análise sempre será parcial, mas o importante é o objetivo ser alcançado. Nesse caso o objetivo é tornar-se nativo, ou seja, alguém de fora ser alguém de dentro, colocar os meios dentro das experiências pessoais. No caso das menorias, fazer-se entender que socialmente são diferentes sim, mas não desiguais. Outra contribuição feita por Jonh Locke, a qual em seu ensaio sobre a compreensão humana, definia o indivíduo em termos da “mesmidade(sameness) de um ser racional” – uma identidade que se mantinha a mesma e contínua: “ a identidade da pessoa alcança a exata extensão em que sua consciência pode ir para trás, para qualquer ação ou pensamento passado” (Locke, 1967, p.212-213). Esse dispositivo conceitual de “indivíduo soberano” aparece em vários processos e práticas centrais que modelaram o mundo moderno Ele [sic] era o ‘sujeito” da modernidade em dois sentidos: a origem ou “sujeito” da razão, do conhecimento e da prática; e aquele que sofria as conseqüências dessas práticas – aquele que estava “sujeitando” a elas (veja Foucault, 1986 e também Penguin Dicionary of Sociology: verbete “subject”). (StuarT Hall, 1992, P.27-28).
Atinge-se assim uma hegemonia. Para isso é preciso reconhecer as classes, conquistar o aparelho do estado no plural, suas nuances e diversidade. Gramsci fala do entrelaçamento de sociedade política e "sociedade civil", em que a hegemonia de um grupo social se exerce através de organizações privadas, como Igreja, sindicatos, escolas e outros instrumentos de direção cultural. Hegemonia é o poder exercido não pela forca. A palavra tem origem grega (dirigir) condução. Hegemonia deve ser negociada dia-a-dia. Atender a sociedade (econômica, política e cultural). Cultura como modo de vida. Seja no índio, moda, política, economia, família, relação, encontramos o uso instrumental da cultura (cotidiano). Poderíamos concluir que nessa cozinha gramsciana, A massa, o rolo e o homem são ingredientes fundamentais se pensar os estudos da recepção. Sem o rolo (hegemonia) não se faz a massa, sem a massa não se serve o homem, que num momento faz a massa, no outro a come.

Thursday, June 25, 2009

Homenagem ao Mito

Sim. Esse sou eu "hors concours" no Barros de Alencar 1982


Michael Joseph Jackson
Gary, 29 de agosto de 1958 - Los Angeles, 25 de Junho de 2009